Há 30 anos formando cidadãos do mundo: a história da agência de intercâmbio em Belo Horizonte que virou referência em Minas Gerais

Alunos embarcando pela central do estudante

Em 2026, a Central do Estudante completa três décadas. Trinta anos de uma agência de intercâmbio em Belo Horizonte que cresceu no boca a boca, formou mais de 16 mil intercambistas, e hoje é a empresa local que mais envia alunos para fazer high school no exterior.

A história começou com uma jovem que decidiu levar um grupo de estudantes para os Estados Unidos. Vai além disso, mas é por aí que vale começar.

Tudo começou com dois meses e meio nos Estados Unidos

Foi nos anos 80. Carla Campos do Amaral, ainda estudante universitária, organizou e liderou uma viagem com um grupo de estudantes pelos Estados Unidos. Foram dois meses e meio, de dezembro a março, atravessando o país de costa a costa.

O programa misturava três coisas: aulas de inglês, convivência com famílias hospedeiras e passeios. Carla era a responsável por organizar cada dia. Era jovem, era a primeira vez, e estava aprendendo no caminho.

“Eu conheci os Estados Unidos sob o olhar de quem mora. Isso é muito diferente do que só fazer turismo. Nada contra fazer turismo, passear é ótimo, mas se você pode agregar o aprendizado da língua com a convivência com pessoas que moram no país, isso muda bastante.”

Daquela experiência saiu uma convicção: intercâmbio bem feito é imersão cultural, não só viagem turística. E foi com essa convicção que ela montou a Central do Estudante em 1996, em Belo Horizonte.

Carla em 1996 quando abriu agência de intercâmbio em Belo Horizonte

O que faz a diferença em uma agência de intercâmbio em Belo Horizonte

Existem agências de intercâmbio em quase toda capital brasileira. Algumas são grandes redes nacionais, outras são empresas locais. O que diferencia a Central do Estudante depois de 30 anos não é o tamanho, é o método de trabalho.

São quatro pilares que sustentaram o crescimento:

Equipe formada por quem viveu intercâmbio. Desde o início, foi prioridade selecionar profissionais que tinham passado pessoalmente pela experiência de morar fora. Não por currículo bonito, mas por necessidade prática. Recomendar um programa para um aluno e acompanhar o processo de ajuste no exterior exige saber, na própria pele, o que ele vai sentir durante o programa. E o resultado disso, hoje é uma equipe que está com a Central há muitos anos.

Supervisão direta da fundadora. Carla continua sendo a supervisora geral da parte operacional. Ela mesma fez curso de inglês na Inglaterra, francês na França e italiano na Itália, e ainda hoje sustenta que essa é a melhor forma de viajar. A garantia é simples: o aluno leva pra casa exatamente o que comprou.

Atendimento personalizado, programa por programa. Cada perfil exige uma escolha diferente de país, escola, acomodação e modalidade. Existem centenas de opções de cursos de idiomas para adultos no exterior, dezenas de destinos para high school, programas de estudo e trabalho em cinco países diferentes, e opções de férias teen com guia ou independentes. Não há um único pacote.

De ex-intercambista a sócio da empresa. Talvez nenhum exemplo ilustre melhor o que a Central faz do que a trajetória de Fernando Passos, hoje sócio da empresa. Ele começou como aluno, fez intercâmbio de high school com a Central do Estudante nos Estados Unidos quando era adolescente. Mais tarde, já na universidade, entrou como estagiário na empresa que tinha mudado a vida dele. Foi crescendo no setor comercial, passou a gerenciar a área, e hoje divide a sociedade da Central do Estudante com Carla. É raro uma empresa ter como sócio alguém que viveu o outro lado, primeiro como cliente adolescente, depois como profissional do setor.

Parcerias que sustentam três décadas em Minas Gerais

Boa parte da credibilidade da Central do Estudante vem de relações longas que ela construiu em Minas Gerais. As parcerias com a Cultura Inglesa se estendem por seis cidades do estado: Belo Horizonte, Araxá, São João del-Rei, Juiz de Fora, Ipatinga e Diamantina. Algumas dessas relações já passam dos 20 anos.

A Central do Estudante também é membro da Belta — Associação Brasileira das Agências de Intercâmbio, a mais antiga do país. Pertencer à Belta é um selo de qualidade institucional e saúde financeira e, e abre acesso facilitado a consulados, embaixadas e parcerias internacionais de peso.

A empresa também acumulou prêmios de parceiros internacionais que a reconheceram como a agência que melhor desenvolve o trabalho de preparação de estudantes para o exterior. E recebeu prêmios de venda de companhias aéreas. Reconhecimentos que vêm de quem está do outro lado da operação, e que sabe quem entrega bem.

Intercâmbio para todas as idades, do adolescente à senhora de 80

Um dado que costuma surpreender quem conhece a Central do Estudante: a empresa já enviou estudantes com mais de 80 anos para fazer cursos no exterior.

Não é exceção isolada. É reflexo de uma escolha estratégica feita lá no começo, atender intercâmbio de verdade, em todos os formatos, para todos os perfis. O catálogo cobre adolescentes a partir de 13 anos (no intercâmbio de férias teen), passando por high school (15 a 18 anos), cursos de idiomas para adultos a partir de 16 anos, programas 30+, 50+, intercâmbio para famílias, e o programa de idioma na casa do professor.

E os relatos de transformação acontecem em todas as idades.

Nuno, ex-intercambista da Central, é um exemplo dessas histórias. Ele se descrevia como tímido, com dificuldade de se abrir, de iniciar conversas, de ser mais extrovertido. Numa das reuniões de preparação que a Central do Estudante oferece antes do embarque, outro ex-intercambista lhe disse uma frase que mudou a viagem dele:

“No Brasil, quando você tenta ser mais extrovertido de um dia pro outro, todo mundo repara e comenta. Isso te inibe e te faz voltar pra como você era. No intercâmbio, ninguém te conhece. Você pode escrever um novo capítulo da sua história. Se nos primeiros dias você mostrar pra aquelas pessoas quem é o novo você, e em algum momento tiver uma recaída, elas vão fazer o trabalho contrário. Vão te incentivar a ser quem você quer ser.”

Nuno levou esse conselho a sério desde o primeiro dia no exterior. Voltou outra pessoa.

Essa é a parte do trabalho que não cabe em estatística, mas que sustenta o motivo de a Central do Estudante existir.

Os desafios de três décadas, e a pandemia como ponto mais difícil

Trabalhar com mercado internacionalizado significa absorver tudo o que acontece no mundo. Crises econômicas, guerras, desvalorizações cambiais, mudanças em políticas de visto, tudo reverbera diretamente no setor.

Mas o desafio mais duro de toda a história da Central do Estudante foi a pandemia de COVID-19. As viagens internacionais foram sendo suspensas gradualmente até que, por vários meses, simplesmente não se podia enviar um único aluno para o exterior. Foi o período mais incerto em três décadas.

A empresa atravessou. Não por sorte, mas pela solidez construída ao longo dos anos, relações de longo prazo com parceiros, base financeira saudável, equipe enxuta e leal, e o tipo de reputação que sustenta a confiança dos clientes mesmo quando o produto principal está temporariamente indisponível.

Hoje, com o mercado já completamente restabelecido, o setor de intercâmbio cresce mais rápido do que antes da pandemia. Cidadãos do mundo viraram parte do perfil esperado dos profissionais do século 21.

A Central por dentro, onde estamos, o que somos

A sede atual da Central do Estudante fica na Rua da Bahia, 2100, no bairro de Lourdes, em Belo Horizonte, pertinho da Praça da Liberdade. É a terceira sede da empresa. As duas anteriores ficavam na Rua Antônio de Albuquerque, também ali na região.

A logomarca da Central é um triângulo com seis losangos dentro. O símbolo tem dois significados: uma seta que aponta pra cima, indicando que a empresa ajuda as pessoas a ganharem o mundo, e um telhado, representando confiança e suporte. As duas coisas que a Central oferece desde 1996.

Hoje, antigos intercambistas voltam para mandar os próprios filhos fazerem intercâmbio com a Central. É o tipo de continuidade que só se constrói com tempo e com trabalho bem feito.

Por que o intercâmbio importa mais do que nunca

O mercado de intercâmbio só cresce. As empresas valorizam cada vez mais profissionais que viveram fora, que falam idiomas estrangeiros com fluência real, que desenvolveram adaptabilidade e resiliência em ambientes diferentes do seu. Soft skills que livro não ensina.

Para os mais jovens, fazer intercâmbio cedo abre portas que nem existiam antes, admissão em universidades internacionais, redes de contatos em outros países, oportunidades de carreira global. Para adultos, é o caminho mais rápido para aprender ou aprimorar um idioma de verdade. Para quem está em qualquer fase da vida, é uma janela que muda a forma de enxergar o próprio país.

Trinta anos depois da primeira viagem da Carla pelos EUA, essa convicção continua sendo a base de tudo.

O próximo passo

Se você está considerando fazer um intercâmbio — para você, para o seu filho, para algum familiar — o próximo passo é uma conversa sem compromisso. O atendimento da Central é gratuito, pode ser online ou presencial na sede em Belo Horizonte.

Você diz onde quer chegar. A equipe ajuda a desenhar o caminho.

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