Celine Barros queria fazer intercâmbio desde pequena. O que faltava era decidir para onde. A resposta veio três anos antes do High School, numa viagem de férias para Vancouver.
“Desde então, eu sou completamente apaixonada pelo Canadá.”
Ela voltou. Desta vez, para cursar o último ano do Ensino Médio no exterior, morando em Vancouver Island, e terminar o ciclo escolar com uma formatura canadense.
E a história não parou aí. Hoje Celine faz faculdade no exterior, na Vancouver Island University, a VIU, na mesma ilha onde fez o High School. Era um plano antigo:
“Faz muitos anos que eu tenho vontade de fazer faculdade fora.”
A viagem de férias que decidiu tudo
O primeiro contato de Celine com o Canadá foi num intercâmbio de férias em Vancouver. Curto, mas suficiente para criar uma certeza: era ali que ela queria voltar.
O que mais pesou foi a natureza. E isso não mudou quando ela voltou para a ilha, onde morou perto de trilhas e cachoeiras.
A história dela é um bom exemplo de algo comum entre intercambistas: um programa de férias vira o teste que dá segurança para uma experiência mais longa. Para entender como funciona esse formato, vale a leitura sobre o que é o intercâmbio de férias teen e como funciona.
Por que escolher o último ano do Ensino Médio no exterior
Celine escolheu ir durante o último ano do Ensino Médio por um motivo claro: queria tentar formar no Canadá e entrar numa faculdade.
Essa escolha tem um peso próprio. É o ano da formatura, das despedidas e das decisões sobre o futuro, e ela viveu tudo isso no Canadá. Antes de fechar o programa, vale entender com a consultoria da Central do Estudante como fica a conclusão do Ensino Médio na volta, porque as regras variam. As famílias que estão nessa fase encontram respostas nas 8 dúvidas mais comuns dos pais sobre intercâmbio high school.
A indicação da Central do Estudante veio de uma pessoa próxima. E Celine fala do suporte sem que ninguém pergunte:
“Com a Central do Estudante, foi muito fácil fazer tudo. Estava tudo organizado, mandavam os e-mails explicando direitinho o que fazer. Se acontecer alguma coisa, eu sei pra quem ligar.”
A rotina em Vancouver Island
O dia começava cedo: café, ônibus, escola o dia inteiro, ônibus de volta, um pouco de estudo, jantar com a família anfitriã e cama.
A host family tinha uma rotina bem definida. Jantavam juntos todos os dias e saíam nos fins de semana. A relação era leve, com muita conversa e muita zoeira, inclusive com ela. O motivo: Celine come pizza com ketchup e, para a família, isso é praticamente um crime.
Fora de casa, ela foi a todos os passeios que apareceram: esqui, trilha, surf. E experimentou de tudo na mesa, inclusive comidas bem mais apimentadas do que estava acostumada.

Uma escola que ela defende até hoje
Se tem um tema em que Celine não admite discussão, é a escola.
“Eu vou defender o sistema canadense pelo resto da minha vida.”
Ela cita três matérias. Pré-cálculo 12, porque a forma como a matemática é ensinada lá a impressionou. Arte, em que aprendeu pintura e cerâmica. E anatomia. Mas faz questão de dizer que gostou de todas.
A escola também ia além da sala de aula. Celine frequentava eventos e palestras e conta que, quase todo dia, descobria algo novo de que gostava.
Como ela se candidatou à faculdade no exterior
Foi dentro da escola canadense que o plano da faculdade ganhou forma. Quem mais ajudou foram os professores.
Eles ensinaram Celine a usar o site de candidatura, a plataforma em que o aluno envia o boletim para as universidades. As faculdades analisam as notas e decidem se aceitam o estudante.
Na hora de escolher, dois critérios pesaram. O primeiro foi o custo-benefício: entre as opções, a VIU foi a que ela considerou melhor nesse ponto. O segundo foi o campus. Celine já tinha visitado a universidade algumas vezes em saídas organizadas pela escola, e gostou do que viu.
No caso dela, o último ano do Ensino Médio no Canadá juntou as peças: um boletim de escola canadense, professores que conheciam o processo de candidatura e um campus que ela já conhecia antes de se inscrever.
Amizades no ônibus, na aula e no recreio
Para Celine, os amigos foram aparecendo aos poucos: uma conversa no ônibus, um papo puxado na aula, um comentário no recreio.
Uma surpresa ajudou. Ela esperava gente mais fria e encontrou o contrário: canadenses abertos, receptivos, que não julgam ninguém pelo que a pessoa gosta ou deixa de gostar.
Os outros intercambistas viraram outro grupo de amigos.
“Ninguém sabe muito bem o que fazer, então a gente vira uma comunidade. Uma irmandade entre os intercambistas.”
Curiosa por natureza, ela fez amigos de vários países. Algumas amizades já têm data marcada: Celine combinou de visitar três amigas na Bélgica.
O domingo em que não tinha ônibus
Nem tudo saiu como o planejado. Numa noite com os amigos, na hora de ir embora, Celine descobriu que não havia mais ônibus. Ela tinha conferido o horário de sábado, mas era domingo.
Seguiram minutos de desespero com a amiga, e a solução foi chamar um táxi. Hoje ela conta rindo.
Perrengue de transporte é quase um rito de passagem no intercâmbio. Sobre como lidar quando algo dá errado, vale a leitura sobre se virar sozinho no intercâmbio.
A formatura
O momento que Celine escolhe como o mais marcante é o da formatura: a multidão, os amigos se formando ao lado dela, todo mundo apoiando uns aos outros. Inclusive os pais dela viajaram para o Canadá para participar.
“Olhar para aquela multidão, olhar para os meus pais, ver meus amigos se formando. Foi um momento muito bonito de fechamento.”
A vida na faculdade, e o que ainda pesa
Hoje Celine está na VIU, mora na ilha, tem os amigos por perto e um campus de que gosta. Ela diz que não teria escolhido outro caminho.
Mas não esconde o lado difícil. Ainda há momentos de muita saudade de casa e das pessoas que ama no Brasil. Fazer faculdade no exterior é uma decisão de longo prazo, e a distância continua existindo depois que a novidade passa.
O que fica
Celine resume o que trouxe do último ano do Ensino Médio no exterior em uma frase: “O Canadá me mostrou que eu era capaz de coisas que eu não sabia que era.”
E fala do afastamento da rotina com bom humor: “A zona de conforto ficou lá no Brasil, a 10 mil quilômetros.”
O próximo passo
A história da Celine começou num intercâmbio de férias, passou por um último ano do Ensino Médio no Canadá e chegou à faculdade no exterior. Se o seu filho está pensando em algo parecido, o primeiro passo é entender qual programa faz sentido para o momento dele: um intercâmbio de férias como primeira experiência ou um ano letivo de high school.
A Central do Estudante é membro da Belta — Associação Brasileira das Agências de Intercâmbio e tem equipe formada por profissionais que viveram intercâmbio na própria pele.
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