Canadá

Onde imigrantes são muito bem-vindos

Onde imigrantes são muito bem-vindos

O Canadá quer você. É sério. Há anos o país investe em programas de atração de mão de obra qualificada, mas também recebe com carinho turistas e imigrantes temporários.

Tanto que, desde 2017, quem já tem visto americano e vai até lá não precisa de visto canadense. Basta solicitar, pela internet, uma autorização eletrônica de viagem (eTA).

Não fosse pela herança multicultural da população, essa abertura seria obrigatória por questões práticas. O país é o segundo maior do mundo em território e tem poucos moradores, baixos índices de natalidade e uma população que está envelhecendo.

Toronto é a maior cidade. Andando pela Yonge Street (uma rua de 86 quilômetros) é possível ver os principais marcos, como a Yonge Dundas Square (conhecida como a ‘Times Square canadense’) ou a CN Tower (com entrada pela Front Street).

Emanuel Acaiaba morou lá durante um mês, enquanto fazia um curso de inglês pela Central do Estudante. Ele recomenda o 360, restaurante giratório da torre, para quem quer uma experiência diferente.

A capital, Ottawa, tem um conjunto arquitetônico com estilos europeus, como o prédio do próprio Parlamento. O canal Rideau, que corta a cidade, atrai turistas para suas margens no verão e se transforma numa pista gigante de patinação no gelo no inverno.

Já Montreal surpreende não só pela exaltação ao francês (que é a língua oficial), mas também pelas galerias subterrâneas. Esse artifício é comum em várias metrópoles canadenses, para ajudar os moradores a circularem entre shoppings, metrôs e prédios comerciais nos períodos mais frios. Só que ali a dimensão é muito maior, chegando a 30 quilômetros de túneis e passagens sob a terra.

As temperaturas caem facilmente para índices negativos no Canadá. Québec, capital da província de mesmo nome ondeo idioma oficial é o francês, é uma das cidades mais geladas do país. Perfeita para quem quer ver a neve e praticar esportes de inverno.

Mas Emanuel garante que o verão é tão quente quanto o de algumas cidades do sudeste brasileiro. O estudante de medicina diz que foge do frio e passou dias ensolarados em julho.

Além dos vários parques e florestas, a natureza se destaca nas quedas das Cataratas do Niágara. Fenômenos raros como a aurora boreal, que atrai visitantes para Yukon, são um espetáculo à parte.

Clima

Continental e temperado

Território

9.984.670 km²

Idioma

Inglês e francês

Fuso Horário

(UTC -3,5 a -8)

População

36.029 milhões

C.Telefônico

+1

Voltagem

120 V (ver tomada aqui)

Moeda

Dólar canadense (CAD)

Feriados

01/01 - Ano Novo
- Semana Santa (da sexta-feira ao domingo de Páscoa)
- Dia da Rainha (1ª segunda-feira após o dia 25 de maio)
01/07 - Dia do Canadá
- Dia do Trabalho (1ª segunda-feira de setembro)
- Ação de Graças (2ª segunda-feira de outubro)
11/11 - Dia da Lembrança
25/12 - Natal
26/12 - Boxing Day

Cultura

O povo canadense descende da mistura entre aborígenes multiculturais e exploradores franceses e ingleses, que chegaram ao país nos séculos XVI e XVII. Com o fim da Guerra dos Sete Anos, em 1763, a França cedeu suas colônias para a Inglaterra, mas a influência sobre a região de Quebéc já estava consolidada.

Imigrantes do leste e norte europeu, da China e do sul da Ásia também se integraram à comunidade entre os séculos XIX e XX, aumentando a pluralidade do país.

A proximidade com os Estados Unidos faz com que muitos americanos optem por viver nas terras vizinhas e que os canadenses reproduzam hábitos tipicamente americanos.

O esporte mais praticado no Canadá é o hóquei no gelo.

Gastronomia

O produto culinário canadense mais emblemático é o maple syrup (ou xarope de bordo), extraído da seiva das árvores de maple, cujas folhas são símbolo do país. Esse xarope já era feito pelos índios que ocupavam a região e é um produto 100% nacional.

Os demais itens culinários e pratos típicos costumam ter influência inglesa ou francesa. Como o poutine, mistura de batatas fritas, queijo e molho, que seria herança da França, e a butter tart, torta de massa folhada com ovos, açúcar, manteiga e xarope, considerada um legado inglês.

Os Estados Unidos também contribuíram, fazendo do macarrão com queijo um prato querido pelos canadenses.

Segundo Emanuel Acaiaba, uma rede muito popular no país, que é um ponto fora da curva por ter influências gregas, é a Jimmy, The Greek.

O estudante diz, no entanto, que é fácil encontrar todo tipo de comida nas maiores cidades.

Compras

O sistema de devolução com reembolso é comum no Canadá. O cliente insatisfeito pode receber de volta o dinheiro que pagou, devolvendo o produto sem uso, com a etiqueta e a nota fiscal.

Fique atento às taxas cobradas em cada localidade, o preço que está na peça pode aumentar de 13% a 15% dependendo dos tributos.

A Dollarama, rede que vende vários produtos por C$ 1 (um dólar canadense), é muito popular entre os turistas.

As principais cidades costumam ter outlets nas proximidades. Em Toronto, há o Toronto Premium Outlets, Ontário tem o Vaughan Mills Mall e Niagara-on-the-Lake tem o Outlet Collection.

Os souvenires mais comuns do Canadá são produtos feitos de maple (biscoitos ou o próprio syrup), o ice wine (um vinho doce de uvas congeladas) e pelúcias com alces ou outros símbolos típicos.

Dicas

Para quem gosta de mercados, o St. Lawrence, de Toronto, é imperdível.

Dá para ir de ônibus do Canadá aos Estados Unidos. A Greyhound faz vários trechos.

Vancouver tem um meio de transporte fluvial, o Seabus.

O site de promoção do turismo no Canadá montou uma lista com os melhores tours por cervejarias artesanais de Toronto.